Meta perdida pelo terceiro mês. A reação padrão tem sempre os mesmos três botões: trocar vendedor, dar desconto, baixar a meta. Os três caros, os três quase sempre errados — porque tratam o sintoma sem diagnóstico. O roteiro abaixo é a ordem certa de investigação. Spoiler: gente é a última parada, não a primeira.
Abra os números do funil: quantas oportunidades entram, quanto converte em cada etapa, qual o ticket, qual o ciclo. Meta perdida é sempre uma dessas quatro alavancas — volume, conversão, ticket ou velocidade. Sem saber qual, qualquer providência é chute. Com ela, metade do diagnóstico está feito: falta saber o porquê.
Se a conversão despenca na proposta, o problema raramente é o vendedor: é o que ele tem na mão. Oferta confusa (o cliente entende em 10 segundos?), proposta de valor igual à concorrência, preço sem arquitetura que obriga todo fechamento a virar leilão de desconto. Vendedor bom com oferta ruim perde para vendedor médio com oferta clara — todo dia.
Só com funil medido, oferta arrumada e gestão rodando é justo avaliar gente. E aí com critério: quem não sabe (treina), quem não faz (acompanha de perto), quem não quer (aí sim, muda). Trocar vendedor antes disso é caro duas vezes — na rescisão e na repetição do problema com o próximo.
Às vezes o time sabe de tudo isso — e precisa de um marco para virar a chave: uma palestra que realinha, uma convenção bem desenhada, uma consultoria que arruma a máquina. De fora se diz o que de dentro ninguém consegue mais falar.

Por que a entrevista engana, o que definir antes de abrir a vaga, o teste que separa discurso de prática e o roteiro dos primeiros 90 dias.
VendasA meta que funciona sai de três contas: o que a empresa precisa, o que o mercado comporta e o que o time entrega.
VendasPara que serve a reunião semanal, a pauta de 30 a 45 minutos que funciona e o que deixar de fora para o encontro não virar leitura de planilha.
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